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Você faz parte da turma? (Relações interpessoais na escola)

por 19 de junho de 2017 Não há comentários

Ser parte da galera da escola é importante para boa parte dos adolescentes. Mesmo aqueles que não se preocupam muito em ser da turma pensam nas relações que mantêm com os colegas na escola. Neste texto, falaremos um pouco de sua importância, seus reflexos e de como construí-la no âmbito escolar.

As relações interpessoais na escola

A relação interpessoal é considerada uma das inteligências emocionais que uma pessoa possui, pois é a forma como ela lida com o seu meio social, seja na escola, no trabalho ou na família.

As principais relações interpessoais na escola se dão entre os próprios alunos e entre eles e os professores. Elas são influenciadas por várias circunstâncias que definem sua qualidade, como, por exemplo, a percepção que um aluno possui de que seu colega é tratado de forma diferenciada pelo professor. Por que isso acontece?

A resposta é incerta, mas podemos imaginar alguns pontos. O aluno é sempre participativo e tem facilidade de interação? Se sim, seu comportamento tende a ser mais amigável e afetuoso, o que desperta no outro uma sensação agradável. É uma boa competência cognitiva e social, que acaba por cativar o professor e seus próprios colegas.

De outra forma, o aluno pode apresentar algum tipo de déficit cognitivo que demanda maior atenção por parte de quem ensina. Ou até mesmo possui uma timidez que o impede de ser ativo nas aulas ou de estabelecer conversas com outras pessoas.

Em suma, podemos considerar que os traços da personalidade de um aluno é um definidor das relações interpessoais na escola.

A relação aluno-professor e as consequências

Selma de Cássia Martinelli e Andreza Schiavoni, da Universidade Estadual de Campinas, publicaram o artigo “Percepção do aluno sobre sua interação com o professor e status sociométrico” em 2009. O texto trata de como a criança se percebe aos olhos do professor e como isso influencia na aceitação ou rejeição da criança pelos demais estudantes de sua sala de aula.

O resultado: os alunos que creem que o professor tem uma percepção mais positiva sobre eles também são mais aceitos por seu grupo de amigos. A dificuldade de desempenhar bem as funções sociais acarreta consequências emocionais que podem resultar em uma baixa autoestima ou em uma percepção negativa de si mesma.

A turma da escola

Dentro da escola, os pré-adolescentes e adolescentes – que convivem com a ansiedade de crescer e ser adulto – querem ser vistos e lembrados por todos. Querem ser parte da galera da escola, dos chamados populares.

Essa ânsia de ser conhecido pode ser um ponto positivo, pois pode levar o jovem a explorar habilidades interessantes, que serão úteis em todos os campos da vida. Saber conversar, argumentar, ser participativo nas atividades são práticas que possuem pontos positivos em quaisquer momentos.

Porém, junto com esse desejo, aparecem conflitos pessoais, angústias e medos, o que é bastante comum para a idade. Pré-adolescentes vivem na troca de ciclo, de rotinas e de regras. E como se entender na nova etapa e ser parte da galera? Como mudar comportamentos para ser da turma?

Como construir relações interpessoais no âmbito escolar

A construção da relação interpessoal pode ser facilitada pelas metodologias escolares e pela contribuição dos pais no que diz respeito às habilidades de seus filhos. Dinâmicas de grupo, envolvendo a diversidade dos traços de personalidade e os sentimentos de cada um, são uma boa forma de “quebrar o gelo” entre os alunos e dar início à relação.

Os pais possuem papel fundamental na construção das relações, uma vez que incutem em seu filho o respeito à diversidade, às regras e aos valores de cada um. Um adolescente que se enturma costuma ser aquele que consegue lidar bem com seus colegas, independentemente de sua personalidade.

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